Toda criança tem um tempo certo para ir para a escola, com os portadores de deficiência não é diferente. Esta etapa causa preocupação para os pais, que levam em conta os mínimos detalhes ao dar um passo que deveria ser comum.

Para a maioria dos pais brasileiros matricular os filhos em uma escola é um passo natural, pois sabem que lá os pequenos aprenderão a ler, escrever e farão suas primeiras amizades. Mas isso, infelizmente, não é regra. Essa mesma atividade gera preocupação e medo em pais que têm filhos portadores de deficiência física.
Para eles a preocupação na hora da matrícula vai além do fato de saber se o local é ou não uma boa escola. Esses pais buscam uma instituição que esteja adaptada às necessidades de alunos deficientes, que tenham professores capacitados para fornecer um bom ensino e, acima de tudo que pratique a inclusão social, orientando os alunos a respeito da discriminação.
Encontrar uma escola que agregue todos esses requisitos parece ser uma tarefa difícil. Segundo o IBGE, no Brasil mais de 24 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência (14,5% de toda população). Em se tratando de educação, apenas 500 mil dos 57 milhões de alunos matriculados na rede pública e particular são deficientes. Isso representa que só 1% desse total consegue chegar à sala de aula.
Para combater os números alarmantes, o MEC através da Secretaria da Educação Especial oferece o curso “Educação Inclusiva – Direito à Diversidade”, que permite que redes de ensino de todo o Brasil revejam seus conceitos educacionais. Uma das participantes do projeto, Maria Eugênia Fávero em entrevista para o site da novela Páginas da Vida admite que a educação inclusiva no Brasil está longe do ideal, mas caminha no sentido correto. “Desde quando comecei a dar palestras para o curso percebo uma diferença: as dúvidas dos educadores estão mais sofisticadas, são concretas, de quem está fazendo”.
Mesmo com o trabalho de inclusão, realizado por ONG’s e pelo governo, os pais de crianças portadoras de deficiência costumam vivenciar um dilema comum: devem matricular seus filhos em uma escola regular ou especial? A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional esclarece que esta é uma opção que não existe, já que escolas especiais não podem oferecer aos alunos o ensino fundamental. Portanto o trabalho desenvolvido por estas instituições não é substitutivo, apenas complementar.
Joana de Freitas, mãe de Liane de Freitas, portadora de Síndrome de Down conta que nunca pensou em colocar sua filha em uma escola especial. “Os portadores de deficiência não podem ser privados de nada, devem viver como as outras pessoas de sua idade”. Joana acredita ainda que a escola inclusiva é boa não só para quem tem deficiência, mas sobretudo para os 90% que não tem.
A pequena Liane concorda. “Adoro ir para a escola. Lá que eu encontro meus amiguinhos, faço pinturas, já sei até somar”.
Publicações:
Um amigo diferente – Cláudia Werneck
Meu amigo Down na escola – Cláudia Werneck
Carta de Amor – Maria Cristina de Orleans e Bragança
Direito das pessoas com deficiência – Eugênia Fávero
Sites Relacionados – www.globo.com/paginasdavida
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